sexta-feira, 9 de julho de 2010

A “FESTA BIZZ” não pode ser considerada somente uma festa oitentista


Por Allez Pessoa
allezpessoa@gmail.com

Ela é caracterizada por ser um evento “AUDIOVISUAL”, com: decoração temática, brinquedoteca com mais de 50 brinquedos, Memorafrabília, Fliperamas e principalmente um super acervo de vídeos da época, com imagens de clipes nacionais e internacionais, seriados, novelas, desenhos, programas infantis, propagandas, moda, filmes e etc... É uma verdadeira viagem à década perdida, recriando toda a atmosfera desta época tão divertida!

A pista de dança é comandada pelo produtor musical e DJ, Denys Victoriano, pesquisador e assíduo colecionador de vinis, principalmente do chamado “BRock” ou “Rock nacional” dos anos 80. Ele que é responsável pelo “EXTRA NA GANDAIA”, programa de maior audiência nas noites de sábado e que vai ao ar pela Extra FM.

Com mais de 03 horas de duração (de 22:00 à 01:30), o programa reúne público de várias gerações, pois toca desde os hits atuais até os clássicos das décadas de 80 e 90, sempre recebendo convidados.

Além de Denys Victoriano, a FESTA BIZZ conta com o DVJ Blau (Ex-Clube Fantasy), um dos mais experientes DJs e VJs de BH, e nesta edição, conta com a participação especial da Banda Tancredos.

A banda, fundada 10 de setembro de 2005, estreou na cena roqueira de Belo Horizonte ainda com o nome Tancredo Não Morreu, na primeira edição da festa Demodê que aconteceu na boate 360 GRAUS no bairro Savassi, a convite do festejado DJ Binho.

Após um período de reformulação,a banda Tancredos retorna aos palcos da cidade com Fábio X assumindo os vocais, Marcelo Soares na bateria, Allez Pessoa no contrabaixo, Falcon na guitarra. Adotaram como novo nome, o "apelido" Tancredos, já que eram assim carinhosamente chamados pelo público.

Desde então a Tancredos vem consolidando-se como uma das principais atrações dessa maré de bandas covers dos anos 8Ø, nova vertente que surgiu em função da atual onda nostálgica pela chamada década perdida.

No entanto, engana-se quem pretende assistir ao show e ouvir as ditas músicas "trash", como temas televisivos , ou as músicas descartáveis da época...

Na verdade esse é o grande diferencial da Tancredos, a banda seguiu exatamente o caminho oposto ao da maioria das outras no gênero - Nada de visual retrô, nem apologia aos ufanismos e aos excessos da época... São apenas músicos com cara de músicos, executando boas músicas no palco, dessa forma simples acertaram bem na mosca: centram-se em um apanhado do vasto universo musical daquela safra de boas bandas produzidas no Rock Brasil dos anos 80 -- executam arranjos consistentes de canções bem comuns aos ouvidos trintões e quarentões e que hoje conquistam cada vez mais novos adeptos em tempos de Internet, influenciando inclusive uma gama de outras boas bandas autorais da atualidade.

No set list, clássicos do BRock... Assistir ao show dos Tancredos, é como um certificado de que a boa música dos anos 80 respira a fortes pulmões, agrada a muitos e de que o bom gosto é a nova palavra de ordem no que se refere ao tema.


quarta-feira, 30 de junho de 2010

CD Travessia da Vida de Cláudio Carvalho será lançado sábado com show no Circo Bar

O Blog Notas Musicais divulga em primeira mão a letra cifrada de uma das músicas do CD Travessia da Vida, de Cláudio Carvalho, que será lançado sábado, às 22 horas com show no Circo Bar (avenida João Cesár, 452, Eldorado, Contagem, Minas Gerais).


Convoque Seu Coração

Composição: Claudio carvalho & kleber carvalho

INTRO: A / A7+ / D7+ / F#m7/4 / (G7+)

A A7+ D7+ F#m7/4

CONVOQUE SEU CORAÇÃO PARA UMA MISSÃO IMPORTANTE

A A7+ D7+ F#m7/4

MUDAR AS CORES DA TERRA MUDAR O SISTEMA VIGENTE

A A7+ D7+ F#m7/4

EM BRASILIA SE COME CAVIAR E SALMÃO NAS FAVELA NEM SEMPRE TEM ÁGUA

G7+

NEM SEMPRE TEM PÃO

A A7+ D7+ F#m7/4

PAGAMOS DEMAIS IMPOSTOS EM VÃO

A A7+ D7+ F#m7/4

JÁ NÃO TEMOS ESPERANÇA QUE POLITICO AJUDE A NAÇÃO

A A7+ D7+ F#m7/4

A CELAS ESTÃO LOTADAS DE PRETOS E BRANCOS SEM EDUCAÇÃO

A A7+ D7+ F#m7/4

AS ELITES ESTÃO TRANCADAS NA GANANCIA E NA AMBIÇÃO

G7+ SOLDADOS MARCHAM COMO MANDA O CAPITÃO

A A7+ D7+ F#m7/4

O POVO PEDE JUSTIÇA, JUSTIÇA PRA NOSSA NAÇÃO....

A A7+ D7+ F#m7/4

O POVO PEDE JUSTIÇA JUSTIÇA PRA NOSSA NAÇÃO.

SOLO:(:A / A7+ / D7+ / F#m7/4 / :)(G7+)

A A7+ D7+ F#m7/4

CONVOQUE SEU CORAÇÃO PARA UMA MISSÃO MUITO IMPORTANTE

A A7+ D7+ F#m7/4

MUDAR AS CORES DA TERRA MUDAR O SISTEMA VIGENTE

A A7+

EM BRASILIA O SENADO TÁ NEM AI PRA NAÇÃO

D7+ F#m7/4 (G7+)

NA CAMARA DOS DEPUTADOS NÃO TEM MAIS CASAÇÃO

A A7+ D7+ F#m7/4 A A7+

PAGAMOS DEMAIS IMPOSTOS EM VÃO JÁ NÃO TEMOS ESPERANÇA

D7+ F#m7/4

QUE O SER HUMANO POLITICO AJUDE A NAÇÃO

A A7+ D7+ F#m7/4

A CELAS ESTÃO LOTADAS DE PRETOS E BRANCOS SEM EDUCAÇÃO

A A7+ D7+ F#m7/4

AS ELITES ESTÃO TRANCADAS NA GANANCIA E NA AMBIÇÃO

(G7+)

SOLDADOS MARCHAM COMO MANDA O CAPITÃO

A A7+ D7+ F#m7/4

O POVO PEDE JUSTIÇA, JUSTIÇA PRA NOSSA NAÇÃO.

A A7+ D7+ F#m7/4

O POVO PEDE JUSTIÇA, JUSTIÇA PRA NOSSA NAÇÃO....

A A7+ D7+ F#m7/4

O POVO IMPLORA POR JUSTIÇA, E TUDO DE BOM.



sexta-feira, 18 de junho de 2010

José Saramago fez a morte cair de joelhos diante da sinfonia de Bach

Por Brenda Marques Pena

"Por um instante a morte soltou-se a si mesma, expandindo-se até às paredes, encheu o quarto todo e alongou-se como um fluido até à sala contígua, aí uma parte de si deteve-se a olhar o caderno que estava aberto sobre uma cadeira, era a suite número seis opus mil e doze em ré maior de johann sebastian bach composta em cöthen e não precisou de ter aprendido música para saber que ela havia sido escrita, como a nona sinfonia de beethoven, na tonalidade da alegria, da unidade entre os homens, da amizade e do amor. Então aconteceu algo nunca visto, algo não imaginável, a morte deixou-se cair de joelhos, era toda ela, agora, um corpo refeito, e por isso é que tinha joelhos, e pernas, e pés, e braços, e mãos, e uma cara que entre as mãos escondia, e uns ombros que tremiam não se sabe porquê, chorar não será, não se pode pedir tanto a quem sempre deixa um rasto de lágrimas por onde passa, mas nenhuma delas que seja sua. Assim como estava, nem visível nem invisível, em esqueleto nem mulher, levantou-se do chão como um sopro e entrou no quarto..."

José Saramago - As intermitências da morte (2005)

O escritor José Saramago, Prêmio Nobel de Literatura pelo romance Memorial do Convento, encontrou-se com a morte nesta terça, 18 de junho. E desta vez, não foi possível driblá-la com as palavras. O próprio Saramago uma vez filosofou acerca da mortalidade humana ao dar uma entrevista sobre o livro As intermitências da morte, em São Paulo: "O ser humano alimentou sempre a esperança de conseguir a imortalidade, mas sem a Morte a Vida seria um caos".


Infelizmente, não é fácil lidar com as perdas de quem admiramos. Conheci Saramago em 2000, durante uma coletiva de Imprensa para o lançamento do seu livro "A Caverna". Espero ler as outras obras que ainda não li dele. Até agora só O Ensaio sobre a Cegueira e o Memorial do Convento, que me provocam imagens e reflexões até hoje...