A música Haiti, composta por Caetano Veloso e Gilberto Gil ecoa neste mês de janeiro, de morte e desespero em um desastre provocado por um terremoto no país mais pobre do continente americano.
LETRA:
Haiti/Caetano Veloso e Gilberto Gil
Quando você for convidado pra subir no adro
Da fundação casa de Jorge Amado
Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
Dando porrada na nuca de malandros pretos
De ladrões mulatos e outros quase brancos
Tratados como pretos
Só pra mostrar aos outros quase pretos
(E são quase todos pretos)
E aos quase brancos pobres como pretos
Como é que pretos, pobres e mulatos
E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados
E não importa se os olhos do mundo inteiro
Possam estar por um momento voltados para o largo
Onde os escravos eram castigados
E hoje um batuque um batuque
Com a pureza de meninos uniformizados de escola secundária
Em dia de parada
E a grandeza épica de um povo em formação
Nos atrai, nos deslumbra e estimula
Não importa nada:
Nem o traço do sobrado
Nem a lente do fantástico,
Nem o disco de Paul Simon
Ninguém, ninguém é cidadão
Se você for a festa do pelô, e se você não for
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui
E na TV se você vir um deputado em pânico mal dissimulado
Diante de qualquer, mas qualquer mesmo, qualquer, qualquer
Plano de educação que pareça fácil
Que pareça fácil e rápido
E vá representar uma ameaça de democratização
Do ensino do primeiro grau
E se esse mesmo deputado defender a adoção da pena capital
E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto
E nenhum no marginal
E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual
Notar um homem mijando na esquina da rua sobre um saco
Brilhante de lixo do Leblon
E quando ouvir o silêncio sorridente de São Paulo
Diante da chacina
111 presos indefesos, mas presos são quase todos pretos
Ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres
E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos
E quando você for dar uma volta no Caribe
E quando for trepar sem camisinha
E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui
Vamos tocar a letra!!! Aqui você encontra notas sobre ritmos variados, letras, agenda de shows, dicas de lugares para curtir um som ao vivo. Informações musicais de todo tipo do vinil ao MP3. Na foto: Performance de Arnaldo Antunes na Universidade Federal de Minas Gerais por Brenda Mars.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Site disponibiliza músicas de cantatas natalinas gratuitamente
Uma gravadora está disponibilizando dowloads gratuitos de cantatas de natal. As músicas estão em qualidade baixa, quem quiser ouvir as músicas em alta qualidade precisa comprar o CD original.
O endereço para escutar os musicais natalinos é:
http://www.oao.com.br/natal.htm
E o blog Notas musicais publica algumas capas de CDs de Natal. E tem música pra todo gosto.
Bom natal para todos e que os sinos embalem as festas...

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O endereço para escutar os musicais natalinos é:
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E o blog Notas musicais publica algumas capas de CDs de Natal. E tem música pra todo gosto.
Bom natal para todos e que os sinos embalem as festas...

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
A obra de Sholem é tema de discussão no Centro de Estudos da Oralidade em São Paulo
O escritor viveu na Suíça, Itália e Alemanha antes de emigrar em 1914 para os Estados Unidos, onde virou celebridade – seus funerais em Nova York, em 13 de maio de 1916, foram acompanhados por mais de cem mil pessoas. Ficou famoso fora do mundo judaico, na segunda metade do século XX, depois que suas histórias se tornaram a base para o musical “O Violinista no Telhado”, sucesso na Broadway e em Hollywood.
Antes de Scholem Aleichem, a ficção em idish tendia ao sentimentalismo, estilo novelão com muitas lágrimas e final feliz. Com ele e seus personagens, os leitores mergulharam nas agruras do cotidiano dos judeus na Rússia e se reconheceram em temas universais, como o conflito entre a tradição e o progresso, ou entre ricos e pobres, tratados de maneira ao mesmo tempo bem humorada e profunda.
Extraído do blog: museujudaicorj.blogspot.com
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
domingo, 4 de outubro de 2009
Adiós Mercedes Sosa!
Se ha apagado la voz de una de las cantantes folclóricas más reconocidas de Argentina y toda América Latina. Mercedes Sosa, apodada cariñosamente 'la Negra' o la voz de América, ha fallecido a los 74 años después de casi 60 en el mundo de la música.
Sosa se encontraba hospitalizada desde el 18 de septiembre en Buenos Aires a causa de varios problemas renales y hepáticos, y su estado de salud se fue complicando con el paso de los días.
Su enfermedad ha causado una profunda conmoción tanto en el medio artístico como en la población en general, ya que Mercedes Sosa no era sólo una artista, era un símbolo de los derechos humanos y del compromiso político. Sus restos serán velados en el Salón de los Pasos Perdidos en el Congreso argentino.
Originaria de San Miguel de Tucumán (Argentina), fue un concurso de radio el que le dio la oportunidad de demostrar sus dotes como cantante. Sólo tenía quince años, pero fueron suficientes para meterse al jurado y al público en el bolsillo y alzarse con el premio gracias a su zamba 'Triste estoy'.
Precursora junto a su marido Manuel Óscar Matus del 'Movimiento del Nuevo Cancionero' (corriente renovadora del folklore argentino), grabó su primer disco 'Canciones con fundamento' en 1965. Pero sólo era el principio. Un año más tarde EEUU y Europa se rendían a sus pies con 'Zamba para no morir'. Sufrió en carne viva la censura y la persecución en la década de 1970, pero no se rindió. Y sus canciones, con letras cargadas de contenido social se convirtieron en himnos para los argentinos. 'Hasta la victoria', 'Traigo un pueblo en mi voz' o 'A que florezca mi pueblo' son un ejemplo de ello.
Pero al igual que para el pueblo, su música no pasó desapercibida para los gobernantes. Le prohibieron cantar en lugares públicos, llegando el momento en el que tuvo que exiliarse a Europa, más concretamente a París, donde vivió un año. Madrid fue su siguiente destino, allí continuó trabajando. En 1982 regresó a su querida Argentina.
A lo largo de su carrera llegó a compartir escenario con artistas como Fito Páez, Julia Zenko, Nito Mestre o Charly García. La excelente relación que tuvo con sus compañeros tuvo su máxima expresión con el disco 'Cantora I', donde interpreta sus éxitos acompañada de Joan Manuel Serrat, Caetano Veloso, Jorge Drexler y Shakira, entre otros. Por él, opta a tres Grammy Latinos 2009.
Mire el especial en el blod del Instituto Imersão Latina de Brasil
http://www.imersaolatina.blogspot.com/
Canción con todos: hino a latinoamerica!
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
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